Guerra no mar: Associação reivindica nome Baleia Rosa em Salvador

Em resposta ao jogo chamado Baleia Azul, que, segundo relatos, obriga a provas que podem culminar em suicídio – entretanto, ainda não há confirmação de casos gerados pela prática – mobilizações estão sendo feitas para conter a disseminação deles. Uma das estratégias adotadas é criar "contrajogos" que utilizem a mesma lógica, com regras divulgadas em redes sociais, mas que proponham desafios focados na promoção do bem-estar. Um desses contrajogos foi denominado de Baleia Rosa, que é tratado como uma espécie de baleia do bem. Entretanto, a utilização desta alcunha para nomear a iniciativa não agradou muito os integrantes de uma associação em Salvador. Eles reivindicam que a verdadeira Baleia Rosa existe há 30 anos, no bairro de Itapuã, e foi idealizada pelo poeta Waly Simão e por João Loureiro, com participação de Gilberto Gil. O grupo quer “o reconhecimento da patente divulgada na Imprensa, para que as pessoas saibam da verdade”. “Em 2003, aconteceu o registro legal da Baleia Rosa, o que torna a atitude de criar uma nova Baleia Rosa ilegal”, criticou a associação em nota. “Solicitamos atenção e respeito a tradição da Baleia Rosa, ao trabalho exercido durante esses 30 anos, e acima de tudo à imagem dos seus renomados criadores. Ressaltamos as mais importantes ações em 2017: a comemoração do aniversário de 30 anos da Baleia Rosa do Amor, na Casa da Música da Bahia, localizada  no Abaeté, e saída no Carnaval de Salvador com um público de 5000 pessoas, em Itapuã”, afirmam os integrantes da Baleia Rosa. Na Bahia, uma ocorrência pode estar relacionada ao jogo Baleia Azul. Uma adolescente de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, está desaparecida desde esta segunda-feira (17). Familiares de Ana Vitória Sena de Oliveira, de 15 anos, suspeitam que a garota tenha sido vítima da prática (veja aqui). A Polícia Civil de Juazeiro, entretanto, ainda não fez esta associação (leia aqui).