'Tiro no pé a TV Globo ter tirado programa do ar', diz Domingos Meirelles sobre Linha Direta
A geração que cresceu assistindo ao programa Linha Direta, da Rede Globo, não esquece do suspense que passava com as simulações de crimes não resolvidos. Parte do clima era causado pela narração do seu apresentador, na época o jornalista Domingos Meirelles. "Aquele programa foi muito mal entendido pela crítica e pelo mundo acadêmico", desabafou Meirelles, em entrevista ao Bahia Notícias na véspera do Dia do Jornalista, comemorado em 7 de abril. Uma das críticas era o uso da dramaturgia para contar histórias reais, ao que o jornalista rebateu com a segurança de 50 anos de experiência na imprensa brasileira. "Foi um tiro no pé a TV Globo ter tirado esse programa do ar. (...) Acho que tirou um pouco diante da campanha que foi feita pela Folha de S.Paulo contra o programa. Críticos, professores, até, não conheciam o programa, não sabiam a mecânica, como a coisa funcionava", protestou o jornalista. Ao longo dos 30 minutos de conversa, Domingos Meirelles, hoje presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e apresentador do Repórter Record Investigação, critica o modo como é feito o jornalismo digital e defende a cobertura da imprensa em casos de repercussão, como a Operação Lava Jato.

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Quinta, 06 de Abril de 2017 - 11:00

Sertanília lança álbum intitulado 'Gratia' em homenagem às mulheres

por Nereida Albernaz

Sertanília lança álbum intitulado 'Gratia' em homenagem às mulheres
O grupo baiano Sertanília lança o seu segundo disco, intitulado Gratia, em Salvador neste sábado (8), no Largo Tereza Batista. O álbum que é composto por 14 faixas, sendo 9 autorais, contou com o apoio do Natura Musical, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através do FazCultura. Em conversa com o Bahia Notícias, a vocalista Aiace e o produtor musical e músico Anderson Cunha contaram um pouco sobre a concepção do projeto. Pautado na tradição da folia de reis do Alto Sertão, o disco traz as mulheres como mote central em uma cultura tradicionalmente masculina. "O disco fala muito do nascimento da música do Sertanília. O laboratório da gente é justamente esse encontro da música que veio com os colonizadores, com os espanhóis e com os portugueses, o encontro dele com o negro, o cativo, com os quilombos e os índios. E da mistura nasce o homem do sertão, do sertão dessa Bahia que a gente pesquisa".
O que o público pode esperar de novo em comparação ao primeiro álbum?
Aiace: O disco vem um pouco diferente do primeiro, acho que ele vem muito mais forte. A gente traz algumas referências que para a gente também são muito fortes. Trazemos a mulher como um dos motes centrais, em homenagem ao nosso disco também.  Temos como participação a Guadi Galego, que é uma cantora espanhola, a Renata Rosa que é paulista, mas que pesquisa muito a cultura do sertão de Pernambuco e os próprios reis. E também trazemos no disco “Vinhetas”, mantendo o que a gente fez no primeiro disco, mas dessa vez trazendo reis liderados por mulheres.
 
As mulheres são as grandes homenageadas nessa produção. Quais os critérios de escolha para as participações?
A: O disco faz um apanhado do que a gente estuda nesse alto sertão. O que nós observamos é que dentro dessa cultura dos reis, há uma forte influência da música galega. Então, nós aproveitamos um gancho de quando nos fomos para o “WOMEX” em 2014, em Santiago de Compostela, e fizemos o contato com a Guadi Galego. Ela que é agora ex-vocalista de uma banda lá, a “Berrogüetto”, tem o trabalho solo também. Guadi vem com essa música galega unindo a tradição galega que também está presente nessa música do nosso sertão, com o que nós fazemos, com a música africana, um pouco da música indígena e a música portuguesa, todas presentes no Sertão. E os reis é uma tradição portuguesa, a escolha da Guadi veio muito por isso.
 
A escolha da Guadi Galego, que é espanhola, é uma tentativa de conquistar novos públicos? Talvez um público europeu?
Anderson Cunha: Não pensamos nisso não. Porque o disco fala muito do nascimento da música do Sertanília. O laboratório da gente é justamente esse encontro da música que veio com os colonizadores, com os espanhóis e com os portugueses, o encontro dele com o negro, o cativo, com os quilombos e os índios. E da mistura nasce o homem do sertão, do sertão dessa Bahia que a gente pesquisa, então a Guadi vem representando esse europeu, esse bandeirante que veio desbravando e chegou a esse lugar tão distante do litoral. A gente escolheu a mulher pra contar a história desse encontro, as duas reiseiras vão de encontro a essa tradição bem masculina, e ao mesmo tempo são mulheres negras e extremamente fortes, daí a escolha delas. E a outra convidada é a Renata Rosa que é uma cantora brasileira. A princípio não tem um apelo mercadológico, já viajamos umas 6 vezes para a Europa. Não passa por aí a escolha da Guadi.
 
Apesar das participações serem todas de fora, vocês escolheram três cidades baianas para o lançamento do álbum. Qual a relação do grupo com esses municípios e o porquê dessas escolhas?
A: São cidades que tem um mercado alternativo e a gente circula no mercado alternativo. Não temos grandes oportunidades nos meios de comunicação de massa. É difícil, né?! Então, Feira [de Santana] tem um circuito alternativo já consolidado com coletivos e tudo, [Vitória da] Conquista também. Nós já tocamos no Alto Sertão, onde a gente pesquisa, mas levar o espetáculo pra lá é caro, então dentro do projeto, do orçamento do projeto que a gente tem junto à Natura, nós não tivemos condições de estender a turnê. Aí sim foi uma questão mais mercadológica, porque a gente tem facilidades por conta do coletivo e do circuito alternativo.
 
Qual a importância do apoio da Natura para a produção do álbum? Como vocês avaliam a oportunidade dos artistas usufruírem da lei de incentivo?
A: Como a gente circula nesse mercado alternativo sem a lei de incentivo, sem o aporte financeiro, não dá para circular e produzir com a mesma qualidade. O primeiro disco foi da “Conexão Vivo”, que acho que não existe mais. A gente pode fazer um produto mais elaborado, com livreto, com encarte, gravado e produção, podemos fazer as gravações em Pernambuco, gravamos a percussão lá, a gente só pode fazer isso graças à lei de incentivo. Nesse disco atual a gente gravou também no Rio de Janeiro, a Renata Rosa gravou em Paris, a gente pode dessa vez mixar o disco em São Paulo, e masterizar o disco nos Estados Unidos. Tudo isso custa muita grana e para o artista alternativo sem uma força, sem a lei de incentivo, fica tudo muito difícil.
 
Vocês devem ter acompanhado os escândalos em torno da Lei Rouanet. O que vocês acham de grandes artista utilizarem esse recurso?
A: Acho que o nome já diz “lei de incentivo”. Você não pode se acomodar e ficar dependente dessa lei, ela é pra dar um pontapé inicial pra você mostrar seu trabalho e partir dali o interessante é que você comece a se virar com suas próprias pernas. Que você comece a se autoproduzir e fique independente de qualquer outra coisa. Pra nós, a lei de incentivo serve pra a gente poder mostrar nosso trabalho. Não faz muito sentido um artista que já tem visibilidade, que tem uma carreira consolidada, já tem um patrimônio cultural, de discos, de shows, de carreira, é meio estranho. Eles têm mais acesso aos grandes meios de comunicação, é a deturpação do que é base do projeto né, porque eu acho que ninguém tem que ser dependente de lei de incentivo.
 
Das 14 faixas do álbum, 9 são autorais. Como acontece o processo de composição do grupo? De forma coletiva, individual? Vocês já guardavam alguma canção na gaveta que integrou esse disco?
AC: O processo é muito natural, eu começo a compor, a maioria das músicas parte de mim. Eu levo as músicas [para o interior], a gente desenvolve no estúdio, cada um vai dando opinião e vamos fazendo. A parte da composição da elaboração gira em torno de mim.
 
O que o público pode esperar do espetáculo que será apresentado neste sábado? Quais são as suas expectativas? Como vocês montaram o repertório?
O repertório mescla muitas coisas do primeiro disco com as do segundo, porque a galera pede muito as canções do primeiro. Teremos a participação da Renata Rosa, esse será o único show que ela vai participar. As expectativas são grandes porque tocar em casa é sempre muito diferente, tem sempre um gostinho especial, e tem tempo que a gente não faz show aqui em Salvador, então para a gente vai ser muito importante. Estamos finalizando esse ciclo de três shows, aqui em casa. O show também está concorrendo ao prêmio Caymmi de música. A partir daqui vamos divulgar, temos muito trabalho pra divulgar ele ainda, e vamos vender os CDs também no show a preços promocionais.

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Cinquentenário do TCA e 1 ano da Concha terão programação para ficar ‘na memória da cidade’
No último sábado, 4 de março, o Teatro Castro Alves completou 50 anos. A data foi marcada por uma grande apresentação, na qual a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) e o Balé do TCA - corpos artísticos da casa - compartilharam o palco com Gilberto Gil, Baby do Brasil, Saulo, Neojiba, Jackson Costa e os Filhos de Gandhy. Mas aquele momento foi apenas o ponto de partida das celebrações pelo aniversário do teatro. Em conversa com o Bahia Notícias, a diretora artística do teatro, Rose Lima, falou sobre os projetos previstos para as comemorações, como o lançamento de um selo de 50 anos do TCA e a criação de uma plataforma digital colaborativa com materiais históricos e relatos do público, que resultará em um livro online. Ela revelou ainda que também não irão “deixar em branco a comemoração de um ano da reinauguração da Concha [Acústica]”. “Eu lhe asseguro que vai ser uma programação bem interessante, que vai envolver várias linguagens. Assegurando que música, teatro, dança, circo estarão contemplados, e que a gente possa, quem sabe, passar um dia inteiro aqui dentro”, garantiu Rose Lima, explicando, no entanto, que o formato do tributo ainda está em fase de estudo. A diretora artística do teatro falou ainda sobre o preço dos ingressos da Concha, após a reabertura, destacando que o espaço está “processo de acomodação de tudo” e que estão previstos eventos realizados sob tutela do Estado, nos quais as entradas têm valores mais acessíveis.

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Quinta, 09 de Fevereiro de 2017 - 11:00

Ilustrador baiano mistura influências diversas para desenvolver trabalho sobre Orixás

por Marcos Maia

Ilustrador baiano mistura influências diversas para desenvolver trabalho sobre Orixás
O ilustrador baiano Hugo Canuto mistura influências que vão do desenhista norte-americano Jack Kirby ao etnólogo e fotógrafo francês Pierre Verger para desenvolver seu trabalho. “O quadrinho é um caminho entre a comunicação e a expressão artística”, opinou em entrevista ao Bahia Notícias no último dia 17 de janeiro. Na ocasião, Canuto comemorava o sucesso da campanha de financiamento coletivo de sua próxima obra “Contos de Òrun Àiyé”, série de HQ's inspiradas nos Orixás, sem esquecer seu passado recente como arquiteto vinculado ao funcionalismo público. “Foi um período muito bom, tive minhas realizações, e que contribuiu para meu trabalhar hoje com o tema dos Orixás. Inclusive, trabalhava na Conder quando chegou ao meu setor aquele caso da depredação da Pedra de Xangô por radicais em 2014”, recordou. O artista também avaliou o atual momento do mercado de quadrinhos nacionais e o aspecto da representatividade na cultura pop.

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Após desenhar política cultural de Salvador, Guerreiro projeta gestão criativa na FGM
À frente da Fundação Gregório de Mattos desde 2012, Fernando Guerreiro destacou as principais conquistas dos seus quatro anos de trabalho, dentre elas a retomada da própria FGM e a criação de políticas públicas voltadas para a cultura, em nível municipal. “Primeiro eu acho muito importante é que a gente conseguiu trazer a Fundação de volta para a cidade de Salvador. A gente tinha uma cidade sem política cultural, praticamente. Por mais contraditório que possa parecer, quando cheguei na prefeitura eu encontrei a classe artística desmobilizada”, avaliou. Guerreiro falou ainda sobre outros pontos fortes de sua gestão, como a reinauguração de espaços culturais e o lançamento de editais que permitiram a descentralização da política de incentivo em Salvador. “A gente tinha uma Barroquinha [Espaço Cultural da Barroquinha] subutilizada, um Benin [Casa do Benin] subutilizado e um [Teatro] Gregório de Mattos fechado há oito anos”, disse ele. “Com os editais nós chegamos a 90 bairros, com projetos acontecendo na cidade inteira”, informou. Fernando Guerreiro disse ainda que nesta primeira etapa a FGM fez o “trabalho pesado” e que agora, mantido numa segunda gestão, poderá exercitar seu lado mais criativo. Com mais de 40 anos de teatro, ele contou ainda que conciliará o papel de presidente da Fundação, com o de artista. “Eu volto pro palco, porque são praticamente quatro anos que eu não fiz nada, então eu já comecei a me desesperar”, disse Guerreiro, que já revelou alguns planos futuros. “Talvez eu faça algumas remontagens. Talvez eu refaça ‘Abismo de Rosas’”, disse ele, que também pretende fazer uma espécie de stand up comedy onde irá contar causos e entrevistar artistas como Ivete Sangalo e Zéu Britto. Confira a entrevista completa.

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‘Um trabalho titânico’, diz Aderbal Duarte sobre LP do Sexteto do Beco que ganha reedição
O primeiro e único disco do emblemático grupo instrumental baiano Sexteto do Beco, lançado em 1981, ganhou uma reedição remasterizada em vinil e CD, além de uma versão digital para download e um site com a história da banda. O lançamento do projeto acontece nesta sexta-feira (9) em São Paulo, e no sábado (10), às 17h, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, com a participação de Aderbal Duarte, um dos fundadores do Sexteto, ao lado de Sergio Souto e Thomas Gruetz, ambos já falecidos. Em entrevista ao Bahia Notícias, Aderbal falou sobre o processo de produção do álbum lançado de forma independente na década de 1980, e considerado uma raridade entre os colecionadores. “Foi tudo um trabalho titânico. Primeiro, que não tinha a tecnologia em Salvador pra poder gravar um grupo deste tamanho. Então a gente teve que ir a São Paulo duas vezes pra poder fazer essa gravação”, lembra o artista, revelando ainda que foi através da colaboração de pessoas comuns e amantes da música, que o disco foi viabilizado. Aderbal falou ainda sobre a origem do projeto, que era também um sonho de Sergio Souto, criticou o mercado musical na Bahia, que segundo ele “é o mesmo mercado desde Dorival Caymmi, não mudou muito não”. O artista destacou também a importância do axé, considerado por ele um motor para a inclusão de Salvador no circuito comercial da música. Confira a entrevista completa:

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Hiperfoto: Francês usa repetição de imagens em exposição única sobre Salvador
Os painéis do fotógrafo francês Jean-François Rauzier, 64 anos, costumam reunir centenas de fotos em uma única imagem, através de colagens feitas em computador. Na capital baiana, por exemplo, o artista conta que fez cerca de 10 mil fotos por dia durante uma semana. “Ao percorrer Salvador da Bahia, fui imediatamente capturado por sua atmosfera mística, suas inúmeras igrejas, seus terreiros, símbolos que ritmaram minha visita”, contou Rauzier sobre sua estadia na cidade em novembro do ano passado. O resultado desse, e de outros trabalhos, poderá ser conferido pelo público na exposição gratuita Hiperfoto-Salvador, que abre nesta quinta-feira (10), às 18h, na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Em entrevista ao Bahia Notícias, Rauzier ainda contou as experiências que viveu em Brasília e Rio de Janeiro, além de revelar maiores detalhes sobre o processo criativo de sua arte.

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Lázaro Ramos vivencia ‘coroação’ de ‘O Topo da Montanha’ com apresentações em Salvador
O ator baiano Lázaro Ramos não esconde a satisfação proporcionada por apresentar o espetáculo “O Topo da Montanha” em Salvador nesse final de semana. “É uma coroação desse espetáculo para mim. Tem muito de Bahia e muito do que aprendi em Salvador, e no Bando de Teatro Olodum dentro desse espetáculo. Poder fazer em Salvador, traz aquela sensação de que não adianta você ser visto pelo mundo todo se sua mãe não te vê”, comparou em entrevista ao Bahia Notícias. Na peça em que contracena com a esposa e atriz Taís Araújo, Lázaro dá vida ao pastor protestante e ativista político norte-americano Martin Luther King Jr. no exercício imaginativo do que teria sido a última noite de sua vida, antes de ser assassinado em abril de 1968. Solícito e bem humorado, o ator conversou sobre o espetáculo e outros projetos, como o programa de entrevistas “Espelhos” e a série “Mister Brau”.

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Quinta, 13 de Outubro de 2016 - 11:00

Para Grupo Botequim, lançamento de álbum após 10 anos celebra o samba de roda

por Ailma Teixeira

Para Grupo Botequim, lançamento de álbum após 10 anos celebra o samba de roda
Após 10 anos de carreira com foco na valorização do samba de roda, o Grupo Botequim lança seu primeiro álbum, com 13 canções autorais do gênero. Uma celebração à história do grupo, como eles definem, “Festa no Botequim” será lançado nesta sexta-feira (14), com uma roda de samba, no Pátio da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo – palco já tradicional do grupo, que se apresenta há oito anos no bairro, sempre na última sexta de cada mês. Tendo como apoio apenas a estrutura, o grupo formado por Roberto Ribeiro (cavaquinho), Pedrão (violão 6 cordas), Tito Fukunaga (flauta), Everton Marco (percussão), Natan Maurício (percussão), comemora, mas tem muito com o que se preocupar. Isso porque o apoio que eles recebem hoje tem previsão de se encerrar com o fim deste ano e, até o momento, não há expectativa de novo patrocínio. “Apesar de a gente ter um público grande, que gira em torno de mil pessoas a cada edição lá do samba, parece que o poder público não enxergou esse potencial de agregar todos os públicos, todas as faixas etárias”, avalia Pedrão, compositor, violonista, professor e líder do grupo. Para os sambistas, o fato de se inserir em um estilo alternativo, que se opõe à música comercial, dificulta a captação de recursos. O próprio álbum, que conta com diversas participações, como As Ganhadeiras de Itapuã e o mestre Walmir Lima, só saiu depois de uma década de trabalho via financiamento coletivo, pois eles não conseguiram apoio institucional antes. Com carreiras paralelas à música, o grupo insiste em projetos como esse e já levou o samba de raiz feito na Bahia para outros estados brasileiros e países estrangeiros, como França, Portugal e Alemanha. “A gente acredita que o nosso trabalho é muito mais do que simplesmente um trabalho comercial no campo da música, é um trabalho de consciência, de politização, independente do retorno financeiro”, ressalta Pedrão.

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Vitrola Baiana lança 1º disco com influências dos antigos carnavais e mensagem de união
Formado por Guga Barbosa (voz), Marcelo Costa (baixo), Felipe Guedes (guitarra), e Marcus Santos (bateria), o grupo Vitrola Baiana lança, nesta quinta-feira (29), na Borracharia, Rio Vermelho, a partir das 22h, o seu primeiro disco: “Negros, Brancos e Baianos”. Com fortes influências do Tropicalismo e do antigo carnaval, o álbum passeia pela cultura baiana, tentando fugir das obviedades. Percussão somente em uma música, na qual Carlinhos Brown faz participação especial. O disco teve ainda muitos outros convidados, como Danny Nascimento, Armandinho Macêdo, Jota Velloso, Cláudia Cunha e Luiz Caldas, que foram deslocados de suas “funções”, para mostrar outros dotes artísticos. Em entrevista ao Bahia Notícias, Guga e Marcelo falaram sobre o processo de criação artística do grupo e sobre os encontros com os colaboradores. Eles destacaram ainda a mensagem de união proposta neste álbum de estreia. “O baiano vem como esse elemento que não é negro e nem branco, que é a mistura de ambos. A mensagem é de inclusão, na verdade”, explicam. Os músicos falaram ainda dos planos para o futuro, como estender os shows de lançamento até o carnaval. Confira a entrevista completa:

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